Bruno Garcez (BBC Brasil)

Foto: Rodrigo Gomes

Por Tamiris Gomes (2ºAno/Universidade Cruzeiro do Sul) e Marina Lopes (2º Ano/Mackenzie)

O jornalista Bruno Garcez, da BBC Brasil, esteve presente no 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, na mesa “Voz das Comunidades”, em que abordou o papel do cidadão como gerador de notícias. Ele é idealizador de um projeto de jornalismo cidadão, resultado de uma bolsa do instituto International Fellowship of Christians and Jews (IFCJ), que desencadeou o blog Mural, uma página produzida por correspondentes comunitários de vários bairros de São Paulo e região da Grande São Paulo.

Durante a palestra, você citou alguns exemplos de iniciativas privadas como o Mural em outros locais do mundo. O jornalismo comunitário possui uma maior abertura no noticiário internacional? Qual é a situação atual?

Você viu na palestra o projeto do Mural, o projeto Parceiro, do Erick [Bretas], e eles são duas grandes iniciativas em dois grandes veículos. Eu não duvido que possam aparecer outros, eu gostaria até de estar mais a par e acompanhando, mas no momento estou residindo fora e não estou tão ciente do que tem.

Eu acredito que vai ter mais. Por enquanto você vê muitas coisas mais localizadas, por bairro e na internet. Porém, não duvido e tenho a forte impressão de que irão começar a surgir mais parcerias com a grande mídia.

Como você avalia o olhar das grandes mídias para a periferia, no Brasil?

Uma coisa que se falou muito é o cuidado para que isso não vire um oba-oba.  Acho importante que se mantenha certos preceitos e princípios. Que seja uma voz legítima da comunidade que está sendo retratada.

Qual é a importância de ter um espaço como este no Congresso?

É um espaço ótimo, uma chance para eu conhecer o projeto do Erick também, pois eu não conhecia, além de divulgar o Mural e alcançar mais gente.

Existe diferença entre o jornalismo cidadão, popular e comunitário?

Acho que as três coisas se cruzam em muitos momentos. Existem diferenças, porém isso está cada vez mais confuso, da mesma forma que existe uma troca frequente entre jornalismo oficial e o cidadão participativo. Eu acho que as coisas se cruzam com muita frequência.

Sobre o Congresso
O 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio/apoio da TV Globo, Correio Braziliense, Embraer, Estadão, Folha, Gol, Grupo Bandeirantes, Shopping Iguatemi, McDonalds®, O Globo, Oi, Tam e UOL, e cooperação de Associação Nacional de Jornais, Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Jornalistas & Cia., Knight Center, Lincoln Institute of Land Policy, Oboré, Open Society Foundations, Panda Books, Propeg, Textual e UNESCO.

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