Lucas Ferraz (repórter da Folha de S. Paulo)


Foto: Leandro Melito

Por Marina Lopes (2º ano/ Mackenzie)

Lucas Ferraz é mineiro de Itabira, se formou em Jornalismo em Belo Horizonte e trabalha para a Folha desde 2007, participando de coberturas na Amazônia, América Latina e Eleições brasileiras. Atualmente, é repórter da sucursal de Brasília.

Ferraz conseguiu entrar em contato pela vez com Silvaldo Leung Vieira, responsável pela foto do corpo sem vida do jornalista Vladimir Herzog, sendo o instante decisivo para ele e para a história da vida política brasileira.

Em entrevista ele falou sobre o jornalismo investigativo e como foi a experiência de fazer essa reportagem.

Como foi para você participar do 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji?

Eu fiquei feliz de ter participado. Fiquei honrado, pois não deixa de ser um reconhecimento. Você tem a oportunidade de discutir, trocar ideias, conversar com colegas e conhecer gente nova. Achei muito legal, pois é um ótimo local para trocar figurinhas.

Qual é a importância do jornalismo investigativo para trazer informações importantes para a vida das pessoas?

Acho que o jornalismo tem um papel importante de revelar coisas novas e, querendo ou não, tem o poder de influenciar na vida das pessoas. Muitos jornalistas tem a pretensão de mudar o mundo. Eles não conseguirão fazer isso, porém podem mudar a vida das pessoas, trazendo informações novas. É muito bonito quando o jornalismo consegue influenciar alguma coisa, ou desvendar um fato interessante.

Durante a palestra, você comentou que teve um tempo de contato com a fonte e demorou cerca de um mês para fazer a reportagem. Acredita que é possível conciliar a euforia do jornalista em publicar com o tempo de preparo?

O tempo é fundamental nesse tipo de reportagem. Você necessita de um tempo para apurar bem e checar. É lógico que você não pode esquecer o tempo, pois o jornalismo é quente, depende de um gancho e de um momento. Mas eu acho que o tempo é fundamental para fazer um trabalho sério, correto e sem injustiças.

O que foi mais gratificante para você quando terminou a reportagem “O instante decisivo”?

O processo em si da reportagem foi legal. É uma delícia você conseguir se dedicar durante um tempo a uma reportagem, investigar, sentar e escrever. É um processo muito prazeroso. Eu fiquei muito feliz com o resultado.

Fiquei contente porque foi uma reportagem que eu me dediquei muito. Eu achei que tive um retorno bacana e uma boa repercussão, tanto pelo espaço que teve no jornal, como pela forma que foi tratada. Isso estimula a tentar mais histórias assim.

O que você acredita ser importante para um jornalista ou estudante que pretende fazer matérias de investigação?

Além do tempo para apurar, como eu já disse, é importante dedicação no que está fazendo. Ler, tentar aprofundar, ouvir pessoas e confortar informações, tudo isso é fundamental.

Leia também
Um instante decisivo para a política brasileira

Sobre o Congresso
O 7º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo é uma realização da Abraji e da Universidade Anhembi Morumbi, com o patrocínio/apoio da TV Globo, Correio Braziliense, Embraer, Estadão, Folha, Gol, Grupo Bandeirantes, Shopping Iguatemi, McDonalds®, O Globo, Oi, Tam e UOL, e cooperação de Associação Nacional de Jornais, Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, FAAP, Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Jornalistas & Cia., Knight Center, Lincoln Institute of Land Policy, Oboré, Open Society Foundations, Pand Books, Propeg, Textual e UNESCO.

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