Homenagens

Bruno Quintella, filho de Tim Lopes, e Janio de Freitas (ambos à esquerda, na mesa), ouvem o discurso de Matinas Suzuki

Fotos: Leandro Melito

Tim Lopes e Janio de Freitas são homenageados no 7° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

A 7ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo homenageou duas grandes personalidades do jornalismo brasileiro: Tim Lopes e Janio de Freitas. As ocasiões são ambas especiais, cada qual a seu modo: o assassinato de Tim completa 10 anos e representa um marco na história da Abraji; Janio, por sua vez, completa 80 anos de uma vida intensamente dedicada ao jornalismo.

A cerimônia de homenagem aconteceu no dia 13 de julho, sexta-feira, às 11h no auditório do campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi (r. Casa do Ator, 275). A cerimônia, aberta ao público, lotou o auditório.

Tim Lopes: inspiração para a Abraji

Na noite do dia 2 de junho de 2002, Tim Lopes saiu para fazer uma reportagem sobre um baile funk na favela da Vila Cruzeiro, com uma câmera oculta. Ele havia recebido uma denúncia dos moradores da região de que nos bailes patrocinados pelo tráfico acontecia a exploração sexual de jovens. Foi reconhecido pelos traficantes como autor da reportagem “Feira de Drogas” veiculada pela TV Globo em agosto de 2001. Foi torturado e morto.

Em dezembro daquele ano, a Abraji começou a tomar forma, após o seminário “Jornalismo Investigativo: Ética, Técnicas e Perigos”. Desde então, promove o aperfeiçoamento profissional dos jornalistas interessados no tema “investigação” – incluindo treinamentos sobre segurança no exercício da atividade.

Janio de Freitas: 80 amos de vida, 59 de jornalismo

No ano em que completa 80 anos, Janio de Freitas também será homenageado no Congresso, por sua longa e farta contribuição ao jornalismo brasileiro.

Janio começou a carreira como desenhista na Revista do Diário Carioca, em 1953, aos 21 anos. Em pouco tempo, assumiu o cargo de diagramador e acumulou a função de repórter. Também foi fotógrafo e redator-chefe na Manchete. Fez parte da equipe que renovou a revista, experiência que repetiria a partir de 1957 no Jornal do Brasil. No JB foi responsável pela introdução de inovações na forma e no conteúdo que moldaram o jornalismo feito no Brasil a partir dos anos 60.

Desde 1980 trabalha na Folha de S.Paulo onde passou a publicar sua coluna política em 1983. Nesse espaço, publicou um de seus maiores furos: a comprovação da fraude na concorrência da ferrovia Norte-Sul, que percorreria 1.600 quilômetros de Goiás ao Maranhão. Orçada em 2,4 bilhões de dólares, era um dos principais projetos do governo José Sarney. A denúncia provocou a anulação da concorrência e o adiamento das obras da ferrovia. A reportagem rendeu-lhe cinco prêmios de jornalismo, entre os quais o Esso e o Prêmio Internacional Rei de Espanha.

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